Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

22 e agora?

Aos 22 anos apercebi-me que a minha vida (re)começa agora. É hora de novas aventuras.

02
Out18

Setembro é sinónimo de praxe abusiva nos jornais

Tita Vicente

Licenciei-me e iniciei o mestrado na universidade que esta semana está nas bocas do país, na Universidade da Beira Interior. Confesso que se há cinco anos atrás, antes da minha entrada na universidade, me perguntassem qual era a minha opinião sobre as praxes eu iria dizer que eram horríveis (de certeza), que estava apavorada e que assim que puxassem demais por mim eu iria certamente desistir, mas também sabia que não "queria morrer burra" e que iria experimentar antes de dizer que não queria aquilo para mim. 

Experimentei, gostei e nunca tive qualquer tipo de problemas. Sei também que isto é a minha experiência e que, infelizmente, existem muitas pessoas que não gostaram e desistiram, inclusive amigos meus. Mas eu posso falar da minha experiência e daquilo que se passa na minha Academia. Claro que existem sempre pessoas que vão abusar do "poder" que sentem que tem nas mãos, claro que vão existir sempre pessoas que vão fazer o que lhes dá na real gana e por a desculpa na praxe, mas também temos de saber distinguir as coisas e todos podemos recusar-nos a qualquer momento a fazer algo que vai contra a nossa ideologia. Somos maiores e vacinados e acho que aos 18 anos já toda a gente sabe dizer que não quando percebe que o quer dizer. 

Para mim a praxe sempre foi sinónimo de integração, convivência, união. Ensinou-me muita coisa. Puxou muito por mim. Foi um mês e meio que guardo para a vida como uma das melhores fases e, ainda hoje, sinto saudade. 

O que se descobriu esta semana através da queixa daquele jovem não foi uma praxe, foi um culto, uma ceita o que lhe quiserem chamar, mas não lhe chamem de praxe. Aquilo que se passou ali para mim é equivalente a um crime e para além de manchar o nome, atirou uma Universidade inteira para as manchetes dos jornais, infelizmente, pelas piores razões. É triste ouvir a comunicação social falar apenas das ditas "praxes" abusivas, mas não falar quando a - verdadeira - praxe serve para integrar os milhares de jovens que estão deslocados das suas casas e que são literalmente atirados aos lobos para uma cidade nova; não falarem de como todos os anos a nossa Associação Académica faz atividades solidárias que vão desde a recolha de bens para distribuir por quem mais precisa a visitar os lares de uma cidade em que a maioria da população é idosa e precisa de companhia. E não se fala disso porque? Porque não convém. Porque isso não vende jornais, revistas ou tão pouco dá audiências. 

Estudei jornalismo durante cinco anos da minha vida e sei bem que o que se passou aqui foi tudo menos jornalismo. Apenas um jornal se preocupou em investigar o que se passou realmente naquele dia em que aquele rapaz foi vítima daquele abuso. É um assunto triste? É, bastante. Mas também sei que a atenção mediática foi ainda maior porque a manchete praxe abusiva vai sempre encher os bolsos de muita gente, mas isso é assunto para outro dia.

Sobre mim

40447448_154980398772749_5986500459618002822_n.png

Follow: Sapo | Bloglovin

 

#InstaAddicted, apaixonada por moda, Nova Iorque e chocolate. Sou licenciada em Jornalismo e apesar de ser da grande cidade do Porto vivo atualmente em Lisboa.

Rubricas

+ Display night

+ New places

+ Internship

+ #52 semanas

Redes sociais

  

 

Instagram

Desafio de leitura

2018 Reading Challenge

Tita has read 1 book toward her goal of 12 books.
hide

Arquivo

    1. 2018
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2017
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D

Visualizações