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22 e agora?

Aos 22 anos apercebi-me que a minha vida (re)começa agora. É hora de novas aventuras.

Vamos falar da encantadora de crianças portuguesa, Super Nanny

Verdade que este novo reality show - sim para mim é um reality show - chamado Super Nanny já vai no segundo episódio transmitido, mas confesso que só na segunda feira é que decidi perder o meu rico tempo - que tanto tenho dedicado à tese - para ver esta nova maravilha da televisão portuguesa. E qual é a minha opinião perguntam vocês? Nem eu sei bem. Vamos lá tentar explicar isto. 

Primeiro, considero isto um reality show porque a meu ver (de quem já fez jornalismo e sabe que nem tudo o que se vê é realmente assim) existem ali muitas cenas que me parecessem severamente exageradas. O miúdo num minuto estava ali quietinho que nem um rato com a mãe a dizer que era um anjo muito meigo e no seguinte está aos pontapés à mãe porque não quer tomar banho?! Eu bem sei que isto pode ser mesmo assim, mas vá lá existe ali um certo dramatismo também, mas é disso que o nosso povo mais gosta não é verdade? 

Segundo, sobre o programa em si acho que roça ali numa imitação do Encantador de Cães, mas a SIC substituiu os cães por crianças. Vemos ali uma psicologa que de repente dá dicas milagrosos aos pais e que consegue transformar pequenos diabos sem solução à vista em verdadeiros anjos. Acho que aquilo deve ter mais ciência por de trás das câmaras e, acredito que uma pessoa com 25 anos de experiência já possa realmente dar dicas uteis. Aqui a questão é: escolheu o sítio certo para dar as suas preciosas dicas? Claramente a senhora desconhece a maravilhosa ferramenta que é o Youtube e que lhe poderia ter poupado alguns dissabores na carreira. 

Mas afinal concordas com o programa ou não perguntam-se vocês. Não. Eu não concordo. Não concordo porque acho que no fundo são crianças/adolescentes e todos sabemos como é a sociedade de hoje em dia aposto que já estão a ser vítimas de bullying na escola e postos de parte porque os pais dos filhos perfeitos não querem que os seus pequenos anjos sejam associados a diabos como estes! Deus os livre de tal crime. Por outro lado acho que este programa foi só um abre olhos para a sociedade portuguesa e acredito que muitos paizinhos por esse país devem ter dado um ou dois suspiros quando perceberam «Afinal não é só comigo». No fim de contas quem se está a rir com esta brincadeira é a SIC que está a ganhar audiências e a ver o dinheiro a entrar nos cofres. 

Será que existem melhores fãs?

Sou fã incondicional de Harry Potter. Lembro-me de ver todos os filmes no cinema com os meus pais, de contar os dias para o próximo filme, da emoção, da magia e da vontade enorme de conhecer os parques dedicados à saga. Confesso que não acompanho à risca a vida dos atores que fizeram parte da minha infância/adolescência - tirando a Emma Wastson por razões óbvias. Ainda sigo muitas páginas dedicadas à saga e ainda está para vir a minha tatuagem dedicada à mesma.
Esta semana assisti ao filme “Voldemort: Origins of the Heir” e confesso que fiquei surpreendida. Apenas sabia que tinha sido uma história criada e produzida por fãs para fãs com um orçamento (ridiculamente) baixo para a qualidade que o filme apresenta e que tem autorização da Warner Bros apesar de não haver ligações com a história original. A história está bem construída e tem atenção a muitos pormenores da “verdadeira” história que são cruciais. Confesso que gostei bastante do filme.

 

Imagem retirada do IMDB

Display Night | 9-1-1

Quando falei de Mindhunter pediram-me que falasse de mais séries dentro daquele género. Não quero falar aqui das "básicas" que toda a gente conhece porque o intuito é dar a conhecer séries novas ou pelo menos pouco conhecidas do público em geral e não as clássicas que passam/passaram na televisão. 

9-1-1 é uma série nova que está a ser transmitida em Portugal na Fox. Confesso que, como sempre, não estou a seguir a série na televisão, mas sim na internet. Já vi os dois primeiros episódios que sairam e confesso que gostei muito. Cada episódio aprensenta um caso de uma emergência e todo o processo seja dos auxiliares que atendem as chamadas telefónicas de emergência ou da corporação de bombeiros. A série está muito bem construida e os personagens nota-se que terão um desenvolvimento gradual ao longo dos episódios. Logo desde o início são revelados pormenores da vida de cada um dos personagens que acredito serão influenciadores nos futuros episódios de desenvolvimento da história. 

Acaba por ser uma série interessante também se pensarmos que podemos sempre aprender algo dali, por exemplo, como reagir em certas situações de emergência que nos possam surgir. Lembro-me que quando a minha avó faleceu e eu liguei para o 112 e a senhora me perguntou se sabia fazer o suporte básico de vida e respondi que não ela rapidamente retorquiu dizendo que era exatamente como nos filmes que já devia ter visto. 

Acredito que se esta série tem tudo para se tornar um dos clássicos da televisão comtemplados com mais de cinco temporadas. E desse lado já alguém assitiu ou ficou curioso para ver?

 

 Imagem retirada do IMDB

52 semanas | Os três primeiros desafios

Encontrei o desafio no sábado passado, por isso esta semana vou fazer de uma só vez as três primeiras semanas. A partir de agora saíra um post todas as semanas à 13h com o desafio da semana. Criei também uma tag para por no menu do blogue para ser mais fácil de ver todos os posts.
Alguém vai aderir ao desafio ou já está a fazer?

 

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Imagem criada pela Fátima do blogue Porque Eu Posso.

 

Semana 1: Coisas que me fazem ficar feliz.
Existe muitas. Na verdade é que ainda numa conversa com uma amiga antes do Natal percebi o quão fácil é fazer-me feliz. E podem achar clichê, mas orgulho-me de dizer que sou uma pessoa fácil de agradar e que vejo a felicidade nas pequenas coisas.

 

Semana 2: Eu nunca...
Este é o jogo que marcou as minhas quintas universitárias. Era quase uma religião se havia jantar havia Eu nunca. Joguei este jogo inúmeras vezes com as minhas amigas e de todas se descobriam coisas diferentes, pois é um jogo onde damos asas à imaginação para as perguntas.
Eu nunca visitei a minha cidade de sonho: Nova Iorque.

 

Semana 3: Coisas para se fazer no calor.
Confesso que adoro o calor. Adoro o Verão. Adoro a praia. Adoro o mar. Adoro os dias longos. Ok, vocês já perceberam. O que faço no calor? Saio mais à noite. Vou muito à praia. Passeio (muito mais).

E a saudade?

«Cuidaram de mim durante toda a minha infância. Deram-me mimos, abraços, sorrisos e todo o amor deste universo. Nunca me deixaram sozinha. Ampararam as minhas quedas, limparam os meus joelhos e disseram-me que podia ser quem eu quisesse: bastava querer. Adormeceram comigo. Fizeram-me toda a comida que eu queria e davam-me todos os doces que eu pedia, mesmo sabendo que - provavelmente - isso me faria mal. Faziam-no porque não sabiam dizer-me que não. Faziam-no porque gostavam de mim.
Hoje a vida é um bocadinho mais cinzenta. Com umaj avó - e desculpem os mais sensíveis - senti um certo alívio por saber que finalmente ela estava em paz e feliz com a outra é diferente.
A minha avó Olinda faleceu há pouco mais de um ano. Sofria de uma merda de uma doença que ainda não tem cura: alzheimer. A minha avó já não era ela. A minha avó já não andava, mal falava e em certas visitas já nem me reconhecia. Doeu muito a sua partida, mas sei que ela precisava de ir. Precisava de ser ela novamente. Mas agora a minha avó Isabel é diferente. Ela ainda estava cheia de vida. Ela ainda tinha muito mais para me dar.
Desculpem todas as visitas que falhei. Sei que onde quer que estejam, estão a cuidar de mim e que vão torcer por cada vitória minha. Prometo que vou ser a melhor pessoa que conseguir ser.
Nada apaga a dor de não vos ter aqui.»
 
Escrevi este texto quando em dezembro, poucos dias depois da minha avó falecer. Sou uma pessoa que gosta de marcar acontecimentos mesmo eles não sendo os mais felizes. Há muito que queria tatuar o nome da minha avó, só ainda não tinha tido "tempo". Agora depois de escolher o tipo de letra, de pensar no local e todos esses detalhes, está feita. A dor não passa e a saudade aumenta todos os dias, mas agora estão comigo em todo o lado.
 

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Imagem tirada por mim

Devia ouvir mais rádio

É verdade. Apesar de gostar muito de ouvir rádio e de ter sido umas das minhas cadeiras preferidas e que me dava mais prazer durante a universidade confesso que não oiço muito. Para mim, é uma atividade de quando estou no carro. 

Hoje de manhã o meu namorado foi levar-me ao autocarro e estavamos a ouvir os locutores comentarem as notícias “malucas” do dia. A primeira era sobre uma banheira voadora. Sim gente uma banheira voadora. Dois irmãos na alemanha acordaram um dia e decidiram que iam construir uma banheira que voasse e assim foi. Mas a segunda notícia, a segunda é demasiado boa para ser real. Ora que uma senhora decidiu que o melhor para a sua vida amorosa era o que? Casar com um fantasma. Depois desta a minha esperança no mundo diminuiu novamente um bocadinho. 

Depois destes 10 minutos no carro percebi que devia ouvurbmais vezes rádio e estas notícias que alegram o dia de qualquer um. 

 

Imagem retirada do Pinterest.

Revolta é a palavra mais adequada

Era a minha segunda série para iniciar em 2018, depois de ficar novamente orfã de séries, ontem foi o dia escolhido para o fazer. The Handmaid's Tale. Depois de uns longos, infinitos mesmo 57 minutos acabei o primeiro episódio e constatei que tudo o que tinham dito era verdade. Primeiro, é preciso ter uma paciência de santo para assistir pelo menos eu precisei para não esmurrar o computador à primeira barbaridade que ouvi da Tia Lidia. Segundo, tenho a certeza que é daquelas séries que não vou conseguir ver mais do que um episódio por dia e nem é por ter episódios "compridos" é porque não tenho estofo mental para tanta estupidez. 

A esta altura do campeonato já toda a gente deve ter visto a série - menos eu claro que andei ocupada de mais com tudo o resto - mas mesmo assim não quero dar spoilers sobre o assunto. O que é que posso dizer então? Que ao fim de um episódio já sentia uma revolta gigante dentro de mim. Mas quem é que raio se iria lembrar que seria giro voltarmos aos tempos antigos em que as mulheres não tinham direitos? E caso isto acontecesse, as mulheres que não podem procriar não se lembram das suas vidas "passadas"? A verdade é que fiquei até com algum nojo, diria eu, de certas personagens só de pensar que podem existir pessoas por ai com a mentalidade igual à delas. E os diálogos? Aquelas respostas programadas que elas devem dar. Para uma pessoa como eu, com as crenças religiosas a roçar no -100, só me deu ainda mais raiva 

É uma série feita para chocar o espetador e, sem sobra de dúvidas, que faz muito bem o seu trabalho de terapia de choque. Depois do episódio e de me deitar no conforto da minha cama fiquei no mínimo meia hora a matutar sobre o assunto e a perceber a sorte que tenho pelos direitos que tenho. 

 

Imagem retirada do IMDB 

 

(PS: Ainda assim gostava de falar com a autora só para tentar perceber como é que raio um dia acordou e pensou que o mundo poderia ser assim?)

Achei que este sismo era um sonho

Ok eu sei que o sismo aconteceu, eu já linas notícias e os comentários no Facebook (por incrível que pareça não foi o primeiro sítio onde pesquisei, sinais da mudança), mas continuando. Ora eu também senti o sismo. Mas achei que estava a sonhar. Estava muito descansadinha no meu sono matinal - a única parte boa da vida de desempregada/estudante de mestrado - quando acordei e senti a cama a tremer. Foi coisa de para ai 10 segundos e achei “Estas maluca da cabeça. Agora sentes as coisas a tremer? Volta mazé a dormir.” Claro que como pessoa obdiente que sou voltei a dormir descansada da vida. 

Acordo com um Whatsapp em alvoroço para perceber se todos tinham sentido o sismo. E foi ai que percebi que afinal não estava assim tão maluquinha. A questão é que já estou como a Pipoca Mais Doce, se fosse uma coisa à séria a minha capacidade de resposta é como a de um vegetal: nem me mexo. O que me deixa mais descansada é o facto de pelo menos por enquanto os sismos aqui não causam grandes estragos.